Bem vindo ao Blog de Ornitologia e Birdwatching da ONG MAE!

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Se você é ornitólogo profissional ou amador, ou um simples amante da natureza em especial da avifauna, este é o seu Blog. De agora em diante serão postadas novidades, notícias e informações interessantes obtidas através das pesquisas e atividades realizadas pela ONG MAE - Meio Ambiente Equilibrado, sobre a avifauna brasileira.

sábado, 20 de outubro de 2012

1º Inventário Participativo de Aves do Paraná - IPAVE-PR, a ONG MAE participou!

Renan Oliveira, Gustavo Sanches, Eduardo Patrial e Marcelo Arasaki. Equipe da ONG MAE  em campo na cidade de Miraselva - PR, para o 1º IPAVE. Foto: Renan Oliveira, 2012
      Recentemente, a ornitologia paranaense completou 100 anos em iniciativa da empresa Hori Consultoria Ambiental (www.hori.com.br), e de pessoas e entidades da área da Ornitologia, foi organizado e realizado o primeiro 1º Inventário Participativo de Aves do Paraná (1º IPAVE-PR). A idéia deste projeto era que voluntários - profissionais ou amantes da ornitologia - realizassem entre os dias 22 a 30 de setembro de 2012 (semana do centenário da ornitologia paranense) excursões a campo em todo estado do Paraná, afim de registrar o maior número de espécies de aves neste período, cada um sendo responsavel ou co-responsável pela sua região natal ou região escolhida.
     Nestes moldes, a equipe de Ornitologia e Birdwatching da ONG MAE - nas pessoas deste que vos fala (Renan Oliveira), Eduardo Patrial, Marcelo Arasaki e Gustavo Sanches - decidiu participar e colaborar para este ambicioso e pioneiro projeto da Ornitologia paranaense, e a vontade de colaborar era tanta que resolvemos colaborar não apenas com dados de Londrina, mas também das cidades vizinhas Ibiporã, Miraselva, Mauá da Serra e Apucarana.
     Com as cidades e locais definidos, partimos para as excursões ornitológicas em Londrina e região. Começamos pela própria cidade de Londrina, numa área muito conhecida por nós da ONG MAE, e também pelos visitantes de outras cidades que nos contratam como Guia de Observação de Aves em Londrina, a Fazenda Colorado. Decidimos começar por lá pois é uma área cujo histórico de estudos ornitológicos é bastante recente, e abriga centenas de espécies inclusive algumas raridades e exclusividades.
     Nossa amostragem foi de 8 horas na Fazenda Colorado, começando às 6:30 da manhã, terminando às 20:00, com intervalo das 10:30 às 16:00 (horário de menor atividade das aves). O resultado desta primeira amostragem foram registradas 104 espécies, dentre elas algumas pratas da casa, destaque para o Tico-tico-do-mato (Arremon semitorquatus), a Choquinha-de-dorso-vermelho (Drymophila ochropyga), o Trovoada-de-bertoni (Drymophila rubricollis), o Olho-falso (Hemitriccus diops), o Macuquinho (Eleoscytalopus indigoticus), o Tapaculo-pintado (Psiloramphus guttatus), a Tovaca-campainha (Chamaeza campanisona), o Arapaçu-de-bico-torto (Campylorhamphus falcularius), o Surucuá-de-barriga-amarela (Trogon rufus) e o Saí-canário (Thlypopsis sordida). A lista completa desta amostragem pode ser conferida no site Táxeus pelo link: http://www.taxeus.com.br/lista.jsf?c=1025
     A segunda amostragem foi feita na cidade de Miraselva - PR, na Fazenda Colombo, onde há 2 grandes fragmentos florestais de reserva legal. Lá foram aplicadas 7 horas amostrais, começando às 7:30 horas, e extendendo até as 14:30. O resultado desta empreitada foi uma lista de 80 espécies, com destaque para o Tico-tico-do-bico-amarelo (Arremon flavirostris), o Canário-do-mato (Basileuterus flaveolus), o Pica-pau-anão-pontilhado (Picumnus albosquamatus), novamente o bonito Surucuá-de-barriga-amarela (Trogon rufus). A lista completa pode ser conferida no Táxeus pelo link: http://www.taxeus.com.br/lista.jsf?c=1065.
     A terceira amostragem foi em Londrina, na fazenda Tangará (entorno do Parque Estadual Mata dos Godoy), e o esforço amostral foi de 4 horas, começando às 6:30 às 10:30. O resultado desta expedição foi uma lista de 122 espécies, e os destaques ficaram para o Peixe-frito-pavonino (Dromococcyx pavoninus), o Guaracavuçu (Cnemotriccus fuscatus), e o imponente Gavião-de-cabeça-cinza (Leptodon cayanensis). A lista completa pode ser conferida no link: http://www.taxeus.com.br/lista.jsf?c=1063
    A quarta amostragem foi em Apucarana, que na verdade foram 2 amostragens, sendo a primeira no Parque Ecológico da Raposa e a segunda no Parque da Colônia Mineira. Como o maior esforço foi no parque da Raposa (das 07:30 às 10:30), e a passagem pelo Colônia Mineira foi mais para "não perder a viagem", resolvemos deixar como uma lista apenas. A idéia de ter ido passarinhar nestes parques é por serem relativamente próximos e de fácil acesso, e por eu (Renan), durante um trabalho de consultoria, avistei duas espécies raríssimas para nossa região no Parque da Raposa em 2009. Eram elas a Tesourinha-da-mata (Phibalura flavirostris) que se apresentaram na época em casal, e permaneceram um bom tempo parados interagindo - uma das maiores frustrações ornitológicas minhas é não ter uma câmera no momento - e um registro auditivo de Jaó (Cripturellus undulatus), outra ave muito rara no estado do Paraná inclusive citada como Criticamente Ameaçada de Extinção no estado.
    Apesar de nossos esforços, não conseguimos encontrar nenhuma das duas espécies, a tristeza só não foi tão grande quando a sentida ao ver a atual situação dos dois parques. Literalmente abandonados, sem segurança alguma, sem controle de acesso e usados como vazadouros de lixo (especialmente o Raposa). Obviamente ficou claro o motivo da ausência de ambas espécies, o absoluto abandono. E o que me entristece ainda mais, é que fiz parte da equipe que elaborou o plano de manejo dos dois parques, e ver que nenhuma das recomendações e orientações estão sendo realmente aplicadas. 
    No entanto, ainda assim tivemos uma grata surpresa, no Parque Colonia Mineira - o menor deles - quando avistamos um belo Gavião-de-cabeça-cinza (Leptodon cayanensis) pousado. Não perdemos tempo e fizemos algumas fotos, eis uma delas.
Gavião-de-cabeça-cinza (Leptodon cayanensis). Foto: Oliveira, 2012. http://www.wikiaves.com.br/758462&p=1&t=u&u=3134&s=10195
      E por fim, a última amostragem para o IPAVE, ficou para Mauá da Serra. Um local ornitologicamente novo para nós da ONG MAE, pois já conhecíamos o lugar mas nunca fomos exclusivamente para passarinhar. E por nossa sorte, era um local riquíssimo em diversidade, com espécies raras para a região norte do Paraná. Mauá da Serra fica ao sul de Londrina, e as matas de lá são representativas da fitofisionomia Ombrófila Mista (Mata Atlântica com Araucárias), diferente dos padrões londrinenses de Floresta Atlântica Estacional Semi-decidual. É uma região de relevo bastante acidentado que oferece várias paisagens e visuais magníficos, e como esperado, também espécies magníficas.
     Para começar, logo fomos recebidos pelo arisco Macuquinho (Eleoscytalopus indigoticus), o Beija-flor-de-papo-branco (Leucochloris albicollis), o belo Tecelão (Cacicus chrysopterus), o Picapauzinho-verde-carijó (Veniliornis spilogaster), dentre vários outros amigos penosos. Pouco depois fomos surpreendidos com 3 belos registros. O primeiro, que surpreendeu bastante a todos, foi o Sanhaçu-frade (Stephanophorus diadematus), ave de coloração azul forte, com detalhes em negro, nuca esbranquiçada e topete vermelho, ave até então de distribuição pouco conhecida na região. 
Sanhaçu-frade (Stephanophorus diadematus), Foto: Oliveira, 2012.
http://www.wikiaves.com.br/760345&p=1&t=c&c=4115754&s=11587
    A segunda surpresa foi a presença do Grimpeiro (Leptasthenura setaria), ave famosa pela sua forte ligação com a Araucária (Araucaria angustifolia), também conhecida como Pinheiro-do-paraná. O Grimpeiro tem este nome pois passa praticamente toda a vida nas ramagens da Araucária, popularmente conhecidas como Grimpas. Nós da ONG MAE sempre suspeitamos da presença desta ave na região, uma vez que existem vários locais em Londrina por exemplo, com aglomerados de Araucaria, ainda que introduzidos, mas que poderiam muito bem abrigar o Grimpeiro. Agora nossa busca por este bicho em Londrina se intensificará pois com nossos registros em Mauá da Serra, e os registros conhecidos para Apucarana, é bem provável que eles se "escondam" em algum ponto da nossa Pequena-Londres. A melhor foto que conseguimos não é um primor, mas dá para reconhecer o bichinho, e há também nossas gravações da sua vocalização (http://www.wikiaves.com.br/760388&p=1&tm=s&t=u&u=3134&s=11059).
Grimpeiro (Leptasthenura setaria). Foto: Oliveira, 2012.
http://www.wikiaves.com.br/760328&p=1&t=u&u=3134&s=11059
      A terceira surpresa ficou a cargo da Choquinha-carijó (Drymophila malura), ave típica de bambuzais e  bordas de mata densa, e que há algum tempo estava sumida de nossos olhos e ouvidos na região. A ave não deu moleza para foto - como sempre, mas fizemos gravações excelentes de seu canto típico, vale conferir: http://www.wikiaves.com.br/760407&p=1&tm=s&t=u&u=3134&s=10900).
      Mas as surpresas aladas do local ainda não haviam acabado. Seguimos pela estrada sinuosa entre os vales florestados, e fomos surpreendidos por uma vocalização característica, e que de imediato confirmamos ser a Borralhara-assobiadora (Mackenziaena leachii), ave rara em Londrina, mas que em Mauá da Serra mostrou-se tão presente quanto sua irmã mais comum e menos ornamentada, a Borralhara (Mackenziaena severa). Foi outra ave que não deu mole para fotos, mas conseguimos a gravação de seu chamado ímpar, que pode ser conferido em: http://www.wikiaves.com.br/760412&p=1&tm=s&t=u&u=3134&s=10807.
      Mais adiante, um pica-pau cruzou a estrada em nossa frente, e ficou tempo suficiente para que fosse identificado no binóculo, e para que as câmeras fossem ligadas, mas antes que pudéssemos disparar ele voou. Era o belo Pica-pau-dourado (Piculus aurulentus), ave de hábitos discretos muito escassa na região, e que costuma viver solitária dificultando sua detecção.
      Seguimos nossa jornada e a lista das espécies foi aumentando, e nós cada vez mais impressionados com a riqueza do local, que possui uma variedade tão grande de ambientes que encontramos uma ave típica de matas de altitude, mas que as vezes se aventura em altitudes mais baixas. Era o Tico-tico-da-taquara (Poospiza cabanisi), ave de piados discretos e curtos que não podemos dizer que "não deu mole", pois ele facilitou várias vezes a foto, mas nos faltou destreza (e talvez equipamentos) para fotos melhores do que esta abaixo rsrsrs. 
Tico-tico-da-taquara (Poospiza cabanisi) Foto: Oliveira, 2012.
http://www.wikiaves.com.br/760340&p=1&t=u&u=3134&s=11821
   E a lista completa desta expedição à Mauá da Serra (125 espécies) pode ser conferida pelo link: http://www.taxeus.com.br/lista.jsf?c=1058. E assim "resumimos" a semana de colaboração da ONG MAE para o 1º IPAVE-PR, que sem dúvidas, foi uma semana de grandes registros e que nos deu uma boa injeção de ânimo na busca por novos registros no norte do Paraná. Gostaríamos de agradecer aos organizadores e incentivadores deste projeto, e a todos os ornitólogos profissionais ou amadores que de alguma forma contribuíram para esta iniciativa. É a ornitologia paranaense crescendo cada vez mais, e mostrando a que veio. Para que tenham idéia, no dia em que escrevemos esta postagem, a última contagem (14/10/12) de espécies registradas no Paraná pelo IPAVE estava em 512, e com certeza deve ter aumentado. A última publicação oficial sobre a diversidade de aves paranaense cita um total 744 espécies registradas em décadas de pesquisa, se pensarmos que em apenas 1 semana conseguimos mais de 500, é algo para nos orgulhar.
                   
                       PARABÉNS A TODOS!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

ONG MAE ministra vivência de Observação de Aves no III ECBUEL

Turma participante das vivências
     Pelo III Encontro de Ciências Biológicas (ECBUEL), que comemora 40 anos do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina, foi realizada a vivência “Observação de Aves na Fazenda Figueira” em conjunto com a vivência “Desvendando a Flora na Fazenda Figueira” no dia 31/07, última terça-feira de julho. Os monitores Renan Oliveira e Marcelo Arasaki, do grupo de Ornitologia da ONG MAE, foram convidados a oferecer uma manhã da prática de observação de aves para graduandos, mestrandos e participantes do encontro. O objetivo da atividade era divulgar a observação de aves como prática sustentável.
     A Fazenda Figueira, localizada no patrimônio Guairacá, zona rural do município de Londrina, possui algumas áreas florestais transformadas em RPPN chamada Mata do Barão. Essas matas formam um complexo de fragmentos florestais em boas condições de conservação, ótimos para a pesquisa da fauna e flora nativas da região. O caminho para chegar ao local é um tanto longo, com quase 50 km. 
      Antes da chegada do grupo ao local da atividade, Renan e eu chegamos mais cedo para revisar a trilha e os pontos onde as aves normalmente estão mais ativas. Ao percorrer a trilha entre as 07:30 e 08:30 da manhã, logo nos deparamos com uma boa quantidade de espécies da avifauna a maioria bantante comuns nas florestas da nossa região.
     
Momento no mirante do fim da trilha.
     Após a chegada da turma nos reunimos no inicio do percurso para apresentar o local, a atividade e o que poderíamos encontrar naquele dia. Cada participante recebeu um “checklist” com as mais de 320 espécies já registradas pelo grupo de ornitologia. Renan mostrou os equipamentos e as técnicas necessárias para a prática de observação de aves além do comportamento do “birder” durante a atividade.
     Logo no início do percurso já foram registradas espécies comuns como o pula-pula (Basileuterus culicivorus), arapaçu-verde (Sitassomus griseicapillus) e o chocão-carijó (Hypoedalus gutatus). Outras aves bastante comuns como os periquitões-maracanã (Aratinga leucophtalmus), as maritacas-verdes (Pionus maximiliani) e as tiribas-de-testa-vermelha (Pyrrhura frontalis) não poderiam faltar e chamaram muita atenção pela gritaria típica de seus familiares. Espécies mais incomuns como o inhambuguaçu (Crypturellus obsoletus) e a jandaia-de testa-amarela (Aratinga auricapillus), ameaçada de extinção no estado do Paraná, também foram registradas. 
     Ao longo da trilha foram registradas também outras espécies como o barranqueiro-de-olho-branco (Automolus leucophtalmus), o pica-pau-anão-carijó (Picumnus temminckii), o surucuá-variado (Trogon surrucura) e o pitiguari (Cyclarhis gujanensis). Alguns beija-flores também foram registrados como o beija-flor-de fronte-violeta (Thalurania glaucopis) e o rabo-branco-pequeno (Phaethornis eurynome). As saíras-do-papo-preto (Hemithraupis guira), os tiês-de-topete (Lanio melanops) e o tiê-do-mato-grosso (Habia rubica) apareceram para representar o seleto grupo das aves frugívoras, além do gaturamo-rei (Euphonia cyanocephala) com seu chamado que ecoa, nos últimos dias deles por aqui (migram para locais com temperetura mais amena).
     Como sempre, exitem aqueles momentos de emoção nas “passarinhadas” quando encontramos espécies raras e belas. Desta vez fomos agraciados pela notável presença do surucuá-de-barriga-amarela (Trogon rufus) já no final da trilha. A vocalização de ritmo constante característica da espécie foi gravada por Renan Oliveira (http://www.wikiaves.com.br/704639&p=1&tm=s&t=b), além das fotos (Figura 2 e 3),  feitas por Renan Oliveira e Marcelo Arasaki respectivamente. “Essa espécie é muito difícil de encontrar por aqui! Só de conseguir vê-la já valeu a atividade!” comentaram os monitores.
Surucuá-de-barriga-amarela (Trogon rufus) por OLIVEIRA (2012).
http://www.wikiaves.com.br/704639&p=1&tm=s&t=b
Surucuá-de-barriga-amarela (Trogon rufus) por ARASAKI (2012)
 http://www.wikiaves.com.br/705111&p=1&t=u&u=7038  
     No caminho de volta pela trilha, já satisfeitos com a presença do lindo surucuá, ainda fomos supreendidos - em especial os participantes que nunca tinham visto tal ave - ao registrar o sobrevôo de um casal de urubus-reis (Sarcoramphus papa). A cena deixou a turma estasiada, acabando por atrapalhar (de forma positiva é claro) a atividade de identificação das árvores. Então finalizamos com chave-de-ouro a primeira atividade prática do III ECB-UEL totalizando 43 espécies de aves, resultado ótimo com as condições que se apresentavam.

Lista de Aves da Vivência “Observação de Aves na Fazenda Figueira” (esperamos não ter esquecido de alguma).

  1. Arapaçu-verde (Sitassomus griseicapillus);
  2. Barranqueiro-de-olho-branco (Automolus leucophtalmus);
  3. Beija-flor-de-fronte-violeta (Thalurania glaucopis);
  4. Benedito-de-testa-vermelha (Melanerpes flavivrons);
  5. Cabeçudo (Leptopogon amaurocephalus);
  6. Chocão-carijó (Hypoedalus gutattus);
  7. Choquinha-lisa (Dysithamnus mentalis);
  8. Enferrujado (Lathrotriccus euleri);
  9. Estalador (Corythopis delalandi);
  10. Fim-fim (Euphonia chlorotica);
  11. Gaturamo-rei (Euphonia cyanocephala);
  12. Inhambú-chintã (Crypturellus tataupa);
  13. Inhambuguaçu (Crypturellus obsoletus);
  14. Jandaia-de-testa-amarela (Aratinga auricapillus);
  15. Juriti (Leptotila rufaxilla);
  16. Limpa-folhas-ocráceo (Philydor lichtensteine);
  17. Marianinha-amarela (Capsiempis flaveola);
  18. Mariquita (Parula pitiayumi);
  19. Maritaca-verde (Pionus maximiliani);
  20. Miudinho (Myiornis auricularis);
  21. Papa-moscas-cinzento (Contopus cinereus);
  22. Papa-taoca-do-sul (Pyriglena leucoptera);
  23. Periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalmus);
  24. Periquito-rico (Brotogeris tirica);
  25. Pica-pau-anão-de-coleira (Picumnus teeminckii);
  26. Pitiguari (Cychlaris gujanensis);
  27. Pombão (Patagioenas picazuro);
  28. Pula-pula (Basileuterus culicivorus);
  29. Rabo-branco-de-garganta-rajada (Phaethornis eurynome);
  30. Rabo-branco-grande (Phaethornis pretrei);
  31. Risadinha (Camptostoma obsoletum);
  32. Sabiá-barranqueiro (Turdus leucomelas);
  33. Saíra-do-papo-preto (Hemithraupis guira);
  34. Surucuá-de-barriga-amarela (Trogon rufus);
  35. Surucuá-variado (Trogon surrucura);
  36. Tiê-de-topete (Lanio melanops);
  37. Tiê-do-mato-grosso (Habia rubica);
  38. Tiriba-de-testa-vermelha (Pyrrhura frontalis);
  39. Tucano-do-bico-verde (Ramphastos dicolorus);
  40. Tuim (Forpus xantopterygius);
  41. Urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus);
  42. Urubu-rei (Sarcoramphus papa);
  43. Viuvinha (Colonia colonus)



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Araras híbridas aparecem soltas em Mauá da Serra (próximo a Londrina - PR)

            A Hibridação ou Hibridismo é um processo que ocorre naturalmente ou por indução, onde duas espécies diferentes se cruzam, dando origem a um ou mais indivíduos com características das duas espécies (híbridos).
     Um exemplo clássico de Hibridação e que qualquer um entenderá é o da Mula, que descende de um cruzamento entre uma Égua e um Jumento. 
   Grande parte dos casos de hibridação resultam em indivíduos estéreis, ou seja, sem capacidade reprodutiva. Porém, em alguns casos, os híbridos podem ser férteis, como acontece entre algumas espécies de Pererecas do gênero Phyllomedusa.
       
Este fenômeno pode ser tão inofensivo quanto perigoso.
       Como assim?
      A evolução por si só, acontece através de vários mecanismos, e um deles é justamente a Hibridação. Neste contexto quando duas espécies se cruzam e geram descendentes férteis, há uma possibilidade de que as espécies "originais" sejam substituídas pela nova espécie híbrida. Porém, esta substituição só pode acontecer se os descendentes destes cruzamentos interespecíficos forem férteis e "acumularem" as melhores características fenotípicas e genotípicas de cada espécie, o que geraria uma espécie "mais forte"  -ecologicamente falando - do que seus ancestrais.
        Ao mesmo tempo esta nova espécie, caso substitua seus ancestrais, poderia representar uma queda na biodiversidade. A matemática é simples, eram 2 espécies, que viraram 1.
      Por outro lado, se duas espécies cruzadas gerarem uma terceira fértil, há ainda uma possibilidade de que estas consigam coexistir, e onde existiam 2 espécies, existiriam 3, e a diversidade aumentaria. 
        Complexo né? E como!
       Não é de se estranhar que apesar de todo desenvolvimento em pesquisas, ainda não há certezas quanto aos processos evolutivos que ocorreram para que o mundo seja o que é hoje... e se eu for citar todas as possibilidades este texto ficará mais longo do que já é.
        Mas voltemos à nossa "mistura de espécies".
      Naturalmente a hibridação costuma acontecer quando há contato entre populações de duas ou mais espécies "próximas", e resulta do convívio a longo prazo entre as espécies, ou do caso de uma destas espécies estar desaparecendo. 
       A hibridação pelo simples "convívio" entre duas ou mais espécies acontece normalmente em regiões de ecótono (zona de transição ecológica) onde se encontram, por exemplo, dois ou mais ecossistemas.
       Já a hibridação por declínio de uma espécie, nada mais é do que uma tentativa desesperada de uma espécie perdurar no tempo. Neste caso os indivíduos remanescentes de determinada espécie buscam parceiros de outras espécies "semelhantes" para acasalar e, eventualmente, o cruzamento dá certo e gera uma nova prole híbrida, mas na maioria dos casos não há fecundação.
          Um exemplo claro deste evento - e para mim o mais triste deles pois foi induzido pelo homem através da eliminação de habitat - é o da Ararinha-azul (Cyanopsitta spixi) que nas últimas visualizações de um indivíduo silvestre, este foi visto pareado com um  Maracanã-verdadeiro (Primolius maracana). A tentativa desesperada de cruzar com outra espécie não deu certo e pouco tempo depois confirmou-se a extinção da Ararinha-azul na natureza. 
Ararinha-azul (Cyanopsitta spixi) pareada com Maracanã-verdadeira (Primolius maracana). Foto: LO, V. K. (1992).
http://www.wikiaves.com.br/142743&p=1&t=s&s=10410
*Mais fotos da arararinha-azul acesse:
 http://www.wikiaves.com.br/midias.php?t=s&s=10410

        Vale lembrar inclusive, que mesmo que duas espécies se cruzem, e gerem descendentes férteis, isto em hipótese alguma pode ser encarado como a "salvação" de qualquer uma das espécies envolvidas. Explicando grosseiramente e usando novamente o exemplo da Mula... se ela fosse fértil, dela nasceriam novas Mulas ou novos Híbridos, e jamais um Cavalo ou Jumento puros. Ou seja, mesmo que a Ararinha-azul conseguisse cruzar com o Maracanã-verdadeiro, e os descendentes fossem férteis, seria uma terceira espécie, e a Ararinha-azul teria sumido do mesmo jeito.
          E onde entra o Homem nesta história toda?
        Primeiramente pelo fato de sermos os maiores responsáveis pela destruição de habitats, que resultam tanto na diminuição dos ecossistemas aproximando populações de espécies diferente, quanto na redução das populações destes animais e plantas. Em ambos casos pode haver um estímulo à hibridação.
        E segundo pela tendência humana à experimentação, e por que não dizer, pelo costume humano de "brincar de Deus".
         Quem nunca ouviu falar nas combinações de várias aves canoras (canários, pintassilgos, coleirinhos e etc.) para se conseguir aves de cantos cada vez mais "fantásticos". Ou mesmo já ouviu falar, assistiu ou participou de algum dos campeonatos organizados em que os participantes apresentam suas "aberrações vocalizantes".
         Pois se não bastasse esta prática em busca do canto perfeito, há também aqueles que criam espécies não muito cantantes - como as araras - apenas pela busca de novas cores e de bichos "exclusivos".
         Na mais recente visita da ONG MAE a um possível parceiro, fomos alertados de que havia um casal de Araras SOLTAS que visitava todos os dias um viveiro de aves (apreendidas do tráfico de animais) onde atualmente vivem duas Araras-canindé (Ara ararauna) em recuperação.
        *Registros de Araras no estado do Paraná são raríssimos graças à devastação de nossas florestas, e nas imediações de Londrina não se houve falar em araras silvestres há décadas.*
      Logo fomos em busca das visitantes, e elas estavam no local. Para nossa surpresa, era um casal de Araras com cores que jamais havíamos visto. Analisando os padrões de cor, ficou claro que se tratavam de animais híbridos, provavelmente de um cruzamento entre Arara-canindé e Arara-vermelha-grande (Ara chloropterus).
         A suspeita se deu pois as aves apresentam características de Arara-canindé: as costas e as penas das asas azuis, rabo com cores superior azul e inferior amarela, nuca azul, garganta negra, e características de Arara-vermelha: testa vermelha, pescoço e ventre vermelhos. Além das penas das linhas da face que são vermelhas (arara-vermelha) e pretas (arara-canindé). Veja algumas das imagens que fizemos das araras híbridas.       


Vista posterior aproximada evidenciando as costas azuis. Foto: Oliveira, 2012

Vista frontal aproximada evidenciando o ventre vermelho. Foto: Oliveira, 2012

Vista lateral aproximada. Foto: Oliveira, 2012

Penas vermelhas e negras nas linhas da face. Foto: Oliveira, 2012.
      Curiosos fomos buscar informações a respeito, e encontramos relatos e notícias sobre avistamentos de araras hibridas em Bonito - MS ( http://www.pantanalecoturismo.tur.br/ECOLOGIA-PANTANAL-2824-ARARA+HIBRIDA+E+ENCONTRADA+EM+BONITO.htm ), e buscando um pouco mais a fundo, encontramos um site de vendas de psittacideos (papagaios, periquitos, araras e etc) onde são oferecidos híbridos de Araras. Inclusive no site há novos nomes populares para as novas espécies, e o preço de cada uma delas. Não vamos referenciar estes sites de venda aqui no blog pois somos totalmente contra a criação de aves silvestres em domicílios seja qual for a espécie - LEGALIZADA OU NÃO - e contra estas experimentações do homem para "fabricar" animais diferenciados.
      Nossa breve pesquisa sobre a hibridação de Araras nos deixou mais perplexos e com várias dúvidas sobre a procedência destas aves.
 
Nos restam inúmeras perguntas:

  • DE ONDE VIERAM?
  • SÃO ARARAS DESCENDENTES DE UMA HIBRIDAÇÃO NATURAL?
  • SÃO ARARAS HIBRIDIZADAS EM ALGUM "PET SHOP" E SOLTAS POR ALGUÉM QUE ENJOOU DOS BICHOS?
  • SE SÃO NATURAIS, DE ONDE VIERAM E ONDE VIVEM SEUS PAIS?
  • SÃO FÉRTEIS?
  • ..................................

E a mais importante de todas as perguntas:

  • O QUE FAZER COM ESTES ANIMAIS?

ps: Não foi possível observar se as aves possuíam anilhas.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dia da Mata Atlântica no Parque!

Venha participar do Dia da Mata Atlântica no Parque!
Será no dia 27/05 (Domingo) das 8h00 às 17h00, no Parque Estadual Mata dos Godoy.
É GRATUITO, É SÓ CHEGAR, E NA HORA QUE PREFERIR!

Conheça um pouco mais sobre o Bioma Mata Atlântica, que quase sumiu do Mapa!

Haverão guias da ONG MAE disponíveis para caminhada nas Trilhas do parque (inclusive para Passarinhada), exposição de fotos do parque, concurso fotográfico, Slackline, e para as crianças Pintura e Confecção de Pipas.

COMPAREÇAM!!!!


Mais informações????????
http://ongmae.org.br/noticias-interna.aspx?id=94

domingo, 6 de maio de 2012

DIA DO OBSERVADOR DE AVES (28/04) foi comemorado no Lago Igapó em Londrina - PR com passeio da ONG MAE!

       O DIA DO OBSERVADOR DE AVES comemorado pela primeira vez em Londrina - PR, com um passeio de observação de aves gratuito e aberto a todos no Lago Igapó, organizado pela ONG MAE!
     Como todos devem ter reparado, o passeio que aconteceria no dia 28/04, exatamente no DIA DO OBSERVADOR DE AVES, acabou "acontecendo em parte". Estava uma manhã nebulosa, e algumas pessoas compareceram para participar da atividade (foto 1), que durou apenas um pouco mais de 1 hora, e foi cancelada por causa da chuva que não deu trégua.
     Mesmo neste curto passeio os participantes puderam observar de perto algumas belezinhas da nossa rica avifauna, dentre elas nossa querida Mariquita (Parula pitiayumi), o Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), a Cambacica (Coereba flaveola), o Fim-fim (Euphonia chlorotica),  Carão (Aramus guarauna), Saracura-sanã (Pardirallus nigricans), a Andorinha-do-rio (Tachycineta albiventer), entre outras espécies que deram as caras mesmo debaixo da chuva, que começou como uma garoa, e depois "engrossou" bastante.
     Conversando com os bravos participantes que esperavam pacientemente e com muito "espírito esportivo" embaixo de uma árvore para se proteger da chuva, chegamos ao consenso de que deveríamos remarcar para o dia 01/05, terça-feira com feriado do dia do trabalho.         
Foto 1: Passeio do dia 28/04 que acabou cancelado pela chuva.
        Como combinado, lá estávamos nós da ONG MAE no dia 01/05/2012 às 7h20 no ponto de partida do passeio (em frente a Rádio Paiquerê AM) aguardando os demais participantes. Estávamos com receio que não aparecesse ninguém, mas desta vez não era a chuva que poderia atrapalhar - pelo contrário o dia estava lindo com o céu azul e sem nuvens - mas sim um frio de 8ºC que desanimaria pelo menos 90% da população brasileira a pular da cama cedinho em pleno feriado.
        Mas nem o frio intenso foi capaz de espantar os passarinheiros, em especial aqueles que já haviam tido uma prévia no dia 28/04 e sabiam que o passeio prometia ser maravilhoso. Iniciamos o passeio e logo fomos recebidos por um bando de Pica-pau-branco (Melanerpes candidus), um casal de Guaracava-de-barriga-amarela (Elaenia flavogaster), ambos vistos em "alta definição" através do nosso telescópio que mostra detalhes que normalmente não é possível visualizar a olho nú, a não ser que a ave esteja extremamente próxima ao observador.
Foto 2: Passeio definitivo no dia 01/05/2012.
         Seguimos pela pista de caminhada às margens do lago e a quantidade de espécies registradas foi aumentando gradativamente, e os participantes cada vez mais empolgados com a atividade. Percorremos 3 trechos sendo o primeiro o Lago Igapó 2, o segundo o aterro do Lago, e o terceiro o Lago Igapó 3, cada um com seus destaques.
         No primeiro trecho os destaques ficaram para o Pica-pau-branco (Melanerpes candidus), o Socózinho (Butorides striata), os Martim-pescador-grande (Ceryle torquata) e Martim-pescador-verde (Chloroceryle amazona), a Saracura-sanã (Pardirallus nigricans), a Coruja-buraqueira (Athene cunicularia), o Gavião-carijó (Rupornis magnirostris) e o mais inesperado foi a côrte de aparentemente dois machos de Quero-quero (Vanellus chilensis) tentando conquistar uma fêmea. Foi um momento inusitado e que encantou inclusive nós - os guias da ONG MAE - e todos os participantes. A surpresa foi tanta que ninguém lembrou de filmar para registrar o momento.
         No segundo trecho os destaques ficaram para o Petrim (Synallaxis frontalis), a Choca-barrada (Thamnophilus doliatus), o Risadinha (Camptostoma obsoletum), a Figuinha-de-rabo-castanho (Conirostrum speciosum), o Alegrinho (Serpophaga subcristata), o Martim-pescador-verde-pequeno (Chloroceryle americana) e o Rabo-branco-acanelado (Phaethornis pretrei).
          E no terceiro trecho se destacaram o Verão (Pyrocephalus rubinus) que é uma ave migratória que foge do inverno rigoroso do sul partindo para regiões mais quentes mais ao norte no Brasil, e que nos surpreendeu novamente com um comportamento de côrte, onde realizava voos pareado com a fêmea com rodopios e piruetas quase ensaiadas, coisa linda! E o detalhe era que o macho estava com coloração de "Eclipse" que é uma plumagem de descanso reprodutivo, descanso este que pareceu estar com os dias contados! hehehehe.
           Outro destaque do terceiro trecho foi o Alma-de-gato (Piaya cayana), que aqui em Londrina costuma ser observado sempre próximo a áreas de floresta, mas neste caso deu as caras às margens do Lago Igapó, impressionando todos os participantes, primeiro pelo seu porte e beleza, e também pela curiosidade típica desta espécie que costuma seguir quem passa por perto, dando um grande show pra quem estava lá.
            A partir daquele momento já estávamos fazendo o caminho de volta, já em horário avançado naquela amanhã, mas ainda tivemos uma outra surpresinha que foi a aparição do Benedito-de-testa-amarela (Melanerpes flavifrons) já no primeiro trecho novamente. Ave lindíssima, este pica-pau sempre chama atenção de todos pela sua riqueza de cores e contrastes.
            Gostaríamos de agradecer a todos aqueles que compareceram, em especial os que foram nos dois dias, e também nossos patrocinadores que foram essenciais para a realização deste evento.
            São eles a CACOL - Agrícola e Comercial de Londrina (equipamentos e insumos agrícolas), a Parapesca (artigos para pesca e camping), a Lotérica Samuara (Loterias caixa), e a Bicicletaria Recreio (Customização, manutenção e venda de bicicletas e peças).
            Abaixo uma amostra do que todos que participaram puderam observar ao longo de toda a passarinhada, e depois a lista com todas as 46 espécies observadas no evento.
Andorinha-do-rio (Tachycineta albiventer)
Cambacica (Coereba flaveola)
Petrim (Synallaxis frontalis)
Verão (Pyrocephalus rubinus) macho
Alma-de-gato (Piaya cayana)
Benedito-de-testa-amarela (Melanerpes flavifrons) macho.
Lista de espécies registradas na Passarinhada

  1. Alegrinho (Serpophaga subcristata)
  2. Alma-de-gato (Piaya cayana)
  3. Andorinha-do-rio (Tachycineta albiventer)
  4. Andorinha-pequena-de-casa (Pygochelidon cyanoleuca)
  5. Anu-preto (Crotophaga ani)
  6. Avoante (Zenaida auriculata)
  7. Beija-flor-de-peito-azul (Amazilia láctea)
  8. Beija-flor-dourado (Hylocharis chrysura)
  9. Beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura)
  10. Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)
  11. Benedito-de-testa-amarela (Melanerpes flavifrons)
  12. Bentevizinho-de-penacho-vermelho (Myiozetetes similis)
  13. Besourinho-de-bico-vermelho (Chlorostilbon lucidus)
  14. Biguá (Phalacrocorax brasilianus)
  15. Cambacica (Coereba flaveola)
  16. Carão (Aramus guarauna)
  17. Carcará (Polyborus plancus)
  18. Choca-barrada (Thamnophilus doliatus)
  19. Chopim (Molothrus bonariensis)
  20. Corruíra (Troglodytes musculus)
  21. Coruja-buraqueira (Athene cunicularia)
  22. Currutié (Certhiaxis cinamomeus)
  23. Figuinha-de-rabo-castanho (Conirostrum speciosum)
  24. Fim-fim (Euphonia chlorotica)
  25. Garça-branca-grande (Ardea alba)
  26. Garça-branca-pequena (Egretta thula)
  27. Gavião-carijó (Rupornis magnirostris)
  28. Guaracava-de-barriga-amarela (Elaenia flavogaster)
  29. João-de-barro (Furnarius rufus)
  30. Mariquita (Parula pitiayumi)
  31. Martim-pescador-grande (Megaceryle torquata)
  32. Martim-pescador-verde (Chloroceryle amazona)
  33. Martim-pescador-verde-pequeno (Chloroceryle americana)
  34. Petrim (Synallaxis frontalis)
  35. Pica-pau-branco (Melanerpes candidus)
  36. Pombão (Patagioenas picazuro)
  37. Quero-quero (Vanellus chilensis)
  38. Rabo-branco-acanelado (Phaethornis eurynome)
  39. Risadinha (Camptostoma obsoletum)
  40. Sabiá-barranco (Turdus leucomelas)
  41. Saí-andorinha (Tersina viridis)
  42. Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca)
  43. Saracura sanã (Pardirallus nigricans)
  44. Socózinho (Butorides striata)
  45. Suiriri-cavaleiro (Machetornis rixosa)
  46. Verão (Pyrocephalus rubinus)


segunda-feira, 23 de abril de 2012

A CHUVA NOS ATRAPALHOU PARA O PASSEIO DO DIA DO OBSERVADOR DE AVES (28/04). O PASSEIO FOI REMARCADO E SERÁ AGORA NO DIA 01/05/2012!! VENHA PASSARINHAR COM A GENTE

O PASSEIO FOI REMARCADO GRAÇAS À CHUVA!
AGORA SERÁ DIA 01/05/2012 (TERÇA-FEIRA FERIADO)

COMPAREÇAM! ESTE É UM PASSEIO DE DIVULGAÇÃO DA ATIVIDADE, E É GRATUITO!!!!!



MESMO LOCAL E HORÁRIO, NOVA DATA!!!
DESDE JÁ AGRACEDEMOS A TODOS QUE COMPARECERAM NO DIA 28/04 (FOTO ABAIXO) MESMO COM O TEMPO NEBULOSO INDICANDO CHUVA, E ESPERAMOS VOCÊS NESTA NOVA DATA!
ESPERAMOS TAMBÉM UMA BELA MANHÃ ENSOLARADA COM POUCAS NUVENS!!!
O QUE LEVAR: BINÓCULO, CÂMERA FOTOGRÁFICA, ÁGUA, LANCHE E O MAIS IMPORTANTE RESPEITO À NATUREZA!

Bravos cidadãos que enfrentaram a inconveniente chuva e compareceram para esta passarinhada comemorativa!

...E CONFIRAM A MATÉRIA QUE SAIU NO JORNAL FOLHA DE LONDRINA, SOBRE NOSSAS ATIVIDADES!



sábado, 14 de abril de 2012

Highlights das últimas passarinhadas da ONG MAE (2)

       Demorou mas saiu! A nova postagem do blog OrnitologiaMAE está no ar!
      Desta vez, se passaram 2 passarinhadas, ambas na nossa querida Fazenda Colorado, local que insiste em nos surpreender a cada visita. Como acumularam dados de duas incursões, vamos citar apenas os "Highlights" de cada uma.
       A primeira passarinhada foi requisitada pelo nosso blog pelo Prof. Lauril Krawczun (Docente do curso de Teologia da UNIFIL), amante das aves há bastante tempo e que sempre está em contato enviando novidades e perguntas sobre o universo ornitológico de Londrina.
Prof. Lauril Krawczun.
        Já a segunda passarinhada foi requisitada pelo também professor (do curso de Educação Física da UFPR) e fotógrafo da avifauna Sergio Gregorio, acompanhado de seu amigo e amante da avifauna - em especial dos Beija-flores - José Francisco Haydu que possui um dos melhores locais para observação de beija-flores no norte do Paraná, em sua casa em Rolândia.
Sérgio Gregório, José Francisco Haydu e Renan Oliveira.
        Bom, vamos começar pela passarinhada com o Prof. Lauril...
        Como de praxe, partimos cedo para o local escolhido, e chegamos lá com o dia ainda amanhecendo, o que é ótimo para trabalhos com Inventários de Avifauna, onde se busca conhecer a diversidade de aves do local, mas não muito bom para a prática de Observação de Aves, uma vez que nestes horários de pouca luminosidade é quando se pode ouvir a maioria das espécies cantando juntas, porém, obviamente pela falta de luz a visualização das mesmas fica comprometida.
        Bom, mas era uma questão de pouquíssimo tempo para que o sol raiasse de vez e começasse o show de nossos amigos penosos, e foi exatamente o que aconteceu...
        Diversas espécies já começavam a se destacar, como o Estalador (Corythopis delalandi) que é uma das pratas da casa - especialmente para quem vem do Litoral onde esta ave é muito escassa - o Barranqueiro-de-olho-branco (Automolus leucophthalmus) que sempre nos recebe vocalizando de seus locais preferidos cheios de cipós e emaranhados à beira da estrada, o Chocão-carijó (Hypoedaleus guttatus) com seus vários tipos de vocalizações, o Papa-taoca-do-sul (Pyriglena leucoptera) com seus olhos vermelho-vivo altamente contrastantes com a penugem negra fosca, e várias outras espécies que em Londrina são bem comuns, mas que a maioria das pessoas não conhece. Ao todo foram cerca de 70 espécies registradas.
          Foram dois grandes destaques na passarinhada com o Lauril, um deles foi o avistamento do Papa-formigas-de-grota (Myrmeciza squamosa), mas desta vez, era pelo menos 3 indivíduos, e dentre eles uma fêmea!
         A alegria foi tanta pois até então só tínhamos avistado um macho, e ficava aquela impressão de ser um bicho de outra região, vagante e que "se perdeu" na Fazenda Colorado. Agora sabemos que há pelo 3 indivíduos, inclusive um casal, indicando que pode haver uma população, até então desconhecida ou recém-chegada desta ave no local, e nos enchemos de esperança para que esta espécie se perpetue em nossa Pequena Londres. Para quem não viu, nós da ONG MAE, com a ajuda de Demis Bucci, fizemos os primeiros registros do Papa-formigas-de-grota para a cidade ( http://ornitologiamae.blogspot.com.br/2011/10/mais-um-ilustre-morador-londrinense-o.html ).
       O outro ponto alto da passarinhada com o Lauril foi o registro de um bacurau, já descrito para Londrina mas nunca fotografado. Era o Bacurau-de-asa-fina (Chordeiles acutipennis), que estava pousado em um galho "no limpo" - como dizemos quando não há nada obstruindo a visualização - e permanecendo lá durante muito tempo, ficando fácil fotografá-lo. Apesar da árvore ser razoavelmente alta a foto ficou boa, confiram:
Bacurau-de-asa-fina por Renan Oliveira. Disponivel em:
http://www.wikiaves.com.br/574322&p=1&t=u&u=3134&s=10544 
         Demos muita sorte pois durante o dia observar um bacurau é muito difícil, apesar desta espécie registrada poder ser vista antes do anoitecer caçando, a maioria das espécies tem hábitos crepusculares ou noturnos. Foi um belo registro, com certeza, pois o bicho ficou lá a manhã toda, inclusive quando resolvemos percorrer a estrada de carro novamente para dar a ultima checada, a ave estava parada no mesmo local. Coisa linda!
              E para fechar a primeira passarinhada, tivemos um "Bônus"... uma cobra Caninana (Spilotes pullatus) que estava no meio do caminho, e obviamente parei para fazer uma fotinho deste réptil nada simpático. Ela estava bastante tensa com minha presença e balançava a ponta do rabo freneticamente, mas mantive uma distância pra lá de segura pra mim e para ela - é uma espécie sem peçonha mas sua mordida deve doer bastante. Nada de ficar manuseando o bicho para mostra-lo por vários ângulos e deixá-lo estressado, sempre respeite o espaço dos animais e eles com certeza respeitarão o seu. Vimos o bicho e apenas observamos de longe e fotografamos, lá vai a foto:
Cobra Caninana por Renan Oliveira (2012)
         Agora vamos falar um pouco sobre a Passarinhada com Sergio Gregório e o Haydu. Começamos bem neste dia enquanto percorríamos a estrada de terra para chegar no fragmento florestal fomos surpreendidos por um bando de Jacuguaçus (Penelope obscura), ave incomum na região. Londrina ocorre simpatria (encontro de duas espécies) de Jacuguaçu com a Jacupemba (Penelope superciliaris), que é bem mais comum por aqui. O dia estava prometendo e seguimos em frente.
     Como de praxe ao entrar na mata já começamos a escutar alguns piados bem conhecidos por nossas matas como o Pula-pula (Basileuterus culicivorus), o Canário-do-mato (Basileuterus flaveolus), a Choca-da-mata (Thamnophilus caerulescens) entre outros. Sergio Gregorio logo comentou sobre a quantidade de espécies vocalizantes logo na chegada.
       Seguimos pela estrada que corta a mata, e o número de espécies foi aumentando, e uma das espécies que justificaram a vinda do Sergio para Londrina era o Estalador (Corythopis delalandi), ave bastante comum por aqui, mas o bicho não deu mole, ao contrário do Araçari-poca (Selenidera maculirostris), também lifer (primeira vez que avistou) para ele, que repousava em uma árvore baixa a poucos metros da gente. De imediato nosso visitante da capital sacou a câmera e o fotografou:
Araçari-poca por Sérgio Gregório, Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/579804&p=1&t=b 
      O segundo bicho que foi fotografado por ele, foi o almejado Estalador, ave muito dificil de se fotografar por ser bastante inquieta e preferir ambientes densos de cipó, mas Sergio não desiste facil e conseguiu um belo registro da ave:
Estalador por Sérgio Gregorio, disponivel em: http://www.wikiaves.com.br/578178&p=1&t=b            
          Algum tempo depois, outra espécie resolveu dar sopa para gente e novamente uma bela foto foi feita pelo nosso visitante, um macho de Saíra-de-papo-preto (Hemithraupis guira), que apesar de não ser inédita para ele é uma bela ave e não dá pra passar batido:
Saíra-de-papo-preto por Sergio Gregorio, disponivel em http://www.wikiaves.com.br/578179&p=1&t=b .             
           E seguimos em busca de outros lifers para o Sergio e também para o Haydu. No caso do Haydu foi mais difícil pois ele pretendia fotografar Beija-flores, que são aves difíceis de visualizar, e muito mais difíceis de fotografar, especialmente em uma floresta. Ele veio em busca do Rabo-branco-de-garganta-rajada (Phaethornis eurynome), e sua objetivo foi alcançado em partes, pois o bicho apareceu, mas não deu mole para fotos.
             Mas para Gregorio a sorte era outra e os bichos estavam surgindo um a um. O próximo que ele fotografou foi a Marianinha-amarela (Capsiempis flaveola), ave que adora ambientes cheios de taquara e clareiras. Eis mais uma bela foto:
Marianinha-amarela por Sergio Gregorio, disponivel em http://www.wikiaves.com.br/578180&p=1&t=b .
      Até então já eram 4 espécies ineditas para nosso visitante da capital, mas a passarinhada ainda não tinha acabado. Resolvemos percorrer a estrada novamente de carro e paramos no final da mata para procurar o Canário-do-mato (Basileuterus flaveolus) num local onde ele costuma aparecer. E não é que ele estava lá novamente? Pois eis mais uma foto:
Canário-do-mato por Sergio Gregorio, disponivel em http://www.wikiaves.com.br/578177&p=1&t=b .
       E para finalizar nossa incursão à Fazenda Colorado, enquanto Sergio buscava a foto do canário-do-mato, outra surpresa agradabilíssima. Um casal de Urubu-rei (Sarcoramphus papa) saiu voando de uma árvore a uns 30 metros de onde estávamos, logo sacamos as câmeras e fizemos algumas fotos. Eis uma delas:
Urubu-rei por Sérgio Gregório, disponivel em http://www.wikiaves.com.br/578181&p=1&t=b .
         Pouco depois destas imagens maravilhosas encerramos a passarinhada na Colorado e na volta resolvemos dar aquela passadinha básica e costumeira pelo Parque Daisaku Ikeda - fica no meio do caminho - para que ele fotografa-se o Carão (Aramus guarauna), ave muito procurada por nossos amigos da capital, e lifer para Sergio. Foi uma passada rápida mas suficiente para conseguir encontrar o bicho. Eis a foto:
Carão por Sérgio Gregorio, disponivel em http://www.wikiaves.com.br/579803&p=1&t=b .
       E assim encerramos esta passarinhada com Sergio Gregorio e Haydu, que ficaram impressionados com a diversidade de aves de nossa pequena londres, em especial da Fazenda Colorado (destino preferido da maioria). Foi um total aproximado de 90 espécies observadas neste segundo dia de passarinhadas, uma beleza atrás da outra!
        Bom.... é isso!
         Em breve novas postagens! Breve mesmo! Aguardem!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ONG MAE faz um registro documentado inédito para Londrina

Mocho-do-banhado (Asio flammeus). Fonte: Arasaki (2012)
     O grupo de Ornitologia e Birdwatching da ONG MAE faz mais um registro inédito para a nossa pequena Londres. Desta vez foi uma das mais belas corujas que ocorrem em nosso País, era um Mocho-do-banhado (Asio flammeus). 
    Uma coruja cujo nome popular foi dado graças à preferência que este animal tem de viver sempre em áreas úmidas, como brejos ou banhados. É um grande predador que se alimenta de vários outros animais que vivem nestes ambientes, como anfíbios, répteis, pequenos roedores e outras aves. Diferente do que normalmente se pensa sobre uma coruja, esta espécie é ativa tanto de dia quanto de noite.
    Seu voo é elegante e imponente, e quando encontra uma presa, ela "pára" no ar, num comportamento conhecido entre os ornitólogos e passarinheiros como "peneirar", onde a ave fica batendo asas sem sair do lugar para observar a presa até achar o momento certo de dar o bote.
    Resumindo, é uma ave magnífica, e que a partir de agora faz parte do "acervo" da avifauna londrinense.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Passarinhada dia 30/01/2012

Rio Tibagi. Foto: Renan Oliveira (2012)
    A chuvarada de janeiro passou (junto com o mês!) e os membros do grupo de Ornitologia e Birdwatching da ONG MAE, madrugaram nesta segunda-feira para visitar um local diferente dos tão relatados Fragmentos Florestais (Matas) londrinenses.
    Se trata de um local às margens do Rio Tibagi com um estreito trecho de Mata Ciliar e grandes extensões de ambientes de banhado, também conhecido como brejo, onde podem ser encontradas algumas espécies muito pouco registradas em nossa cidade.
    A passarinhada desta vez foi bem tranquila, onde estávamos mais preocupados em revisar os ambientes lá encontrados e apreciar o grande rio Tibagi do que em fazer um busca minuciosa por todas as espécies ali viventes. Mas ainda assim, foi possível detectar uma boa quantidade de espécies, inclusive algumas muito belas como o Chopim-do-brejo (Pseudoleistes guirahuro)...
Chopim-do-brejo (Pseudoleistes guirahuro). Fonte: RODRIGUES (2011)
http://www.wikiaves.com.br/427553&t=s&s=11769
 ...e a Polícia-inglesa-do-sul (Sturnella superciliaris)...
Polícia-inglesa-do-sul (Sturnella superciliaris) Fonte: SANCHES (2009)
http://www.wikiaves.com.br/127878&t=s&s=11778
...outras típicas de banhado - e não menos belas - como a Tesoura-do-brejo (Gubernetes yetapa)...
Tesoura-do-brejo (Gubernetes yetapa) Foto: Renan Oliveira (2012)
... e o Coleirinho-do-brejo (Sporophila collaris)...
Coleiro-do-brejo (Sporophila collaris) Fonte: CERCHI (2009).
http://www.wikiaves.com.br/314326&t=s&s=11658
... além de outras espécies mais comuns como o Suiriri-pequeno (Satrapa icterophrys)...
Suiriri-pequeno (Satrapa icterophrys) Fonte: Renan Oliveira (2012)
 ... e a Noivinha-branca (Xolmis velatus)....
Noivinha-branca (Xolmis velatus) Fonte: Renan Oliveira (2012)
    É claro que por ser um ambiente de banhado, ou brejo, não poderiam ficar de fora as espécies aquáticas como a Saracura-sanã (Pardirallus nigricans), que por ser muito arisca não nos deu brecha para visualização, e a Sanã-carijó (Porzana albicollis) que nos supreendeu ao sair de uma moita de capim seco muito próxima de onde caminhávamos, e nos deu uma oportunidade de visualização, porém, como a grande maioria das Saracuras e Sanãs, é uma ave arisca e muito ligeira e fotografá-la é para poucos. A seguir fotos (feitas por outras pessoas em outros locais) das duas saracuras detectadas nesta passarinhada.
Saracura-sanã (Pardirallus nigricans) Fonte: FENALTI (2011)
http://www.wikiaves.com.br/401010&t=s&s=10289
Sanã-carijó (Porzana albicollis). Fonte: SOUZA (2010)
http://www.wikiaves.com.br/265550&t=s&s=10286
     Bom, como já dissemos no início, esta foi uma passarinhada tranquila, como uma breve revisão da avifauna e também dos ambientes do local. No entanto, ainda assim pudemos nos surpreender com alguns registros, e com um total de 42 espécies detectadas. 

     A seguir segue a lista com as espécies avistadas nesta passarinhada.
  1. Alma-de-gato (Piaya cayana)
  2. Andorinha-de-bando (Hirundo rustica)
  3. Anú (Crotophaga ani)
  4. Anú-branco (Guira guira)
  5. Avoante (Zenaida auriculata)
  6. Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)
  7. Bentevizinho-de-penacho-vermelho (Myiozetetes cayanensis)
  8. Cambacica (Coereba flaveola)
  9. Canário-do-mato (Basileuterus flaveolus)
  10. Caneleiro-de-chapéu-preto (Pachyramphus validus)
  11. Choca-barrada (Thamnophilus doliatus)
  12. Chopim (Molothrus bonariensis)
  13. Chopim-do-brejo (Pseudoleistes guirahuro)
  14. Coleirinho (Sporophila caerulescens)
  15. Coleiro-do-brejo (Sporophila collaris)
  16. Ferreirinho-relógio (Todirostrum cinereum)
  17. Fim-fim (Euphonia chlorotica)
  18. Gavião-carijó (Rupornis magnirostris)
  19. Jaçanã (Jacana jacana)
  20. Japacanim (Donacobius atricapilla)
  21. Juriti-pupu (Leptotila verreauxi)
  22. Noivinha-branca (Xolmis velatus)
  23. Pica-pau-anão-de-coleira (Picumnus temminckii)
  24. Pica-pau-do-campo (Colaptes campestres)
  25. Pica-pau-verde-barrado (Colaptes melanochloros)
  26. Polícia-inglesa-do-sul (Sturnella superciliaris)
  27. Pombão (Patagioenas picazuro)
  28. Rabo-branco-acanelado (Phaethornis pretrei)
  29. Rolinha-picuí (Columbina picui)
  30. Rolinha-roxa (Columbina talpacoti)
  31. Sabiá-barranco (Turdus leucomelas)
  32. Saci (Tapera naevia)
  33. Sanã-carijó (Porzana albicollis)
  34. Sanhaçu-cinzento (Thraupis sayaca)
  35. Saracura-sanã (Pardirallus nigricans)
  36. Suiriri (Tyrannus melancholichus)
  37. Suiriri-cavaleiro (Machethornis rixosa)
  38. Suiriri-pequeno (Satrapa icterophrys)
  39. Tesoura-do-brejo (Gubernetes yetapa)
  40. Tiriba-de-testa-vermelha (Pyrrhura frontalis)
  41. Trinca-ferro (Saltator similis)
  42. Tuim (Forpus xanthopterygius)